Desembargadores do Maranhão alvos da Operação “18 Minutos” receberam R$ 1,4 milhão em 2024 Quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do...
Desembargadores do Maranhão alvos da Operação “18 Minutos” receberam R$ 1,4 milhão em 2024
Quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), investigados na Operação “18 Minutos”, da Polícia Federal, receberam juntos cerca de R$ 1,4 milhão em rendimentos líquidos entre janeiro e julho de 2024. �
Os magistrados — Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves, Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa e Antônio Pacheco Guerreiro Júnior — são apontados como principais alvos da investigação que apura um suposto esquema de manipulação de processos judiciais com целью de obtenção de vantagens financeiras. �
Segundo os dados levantados, os altos valores recebidos tiveram como principal fator o pagamento de verbas classificadas como “outros direitos pessoais”, sem detalhamento público por parte do tribunal. �
Entre os quatro, os rendimentos individuais chamam atenção:
Marcelino Everton Chaves recebeu cerca de R$ 576 mil no período;
Luiz Gonzaga Almeida Filho acumulou aproximadamente R$ 533 mil;
Nelma Sarney teve ganhos em torno de R$ 429 mil;
Antônio Pacheco Guerreiro Júnior somou cerca de R$ 412 mil.
O mês de abril concentrou os maiores contracheques, com valores que chegaram a ultrapassar R$ 140 mil líquidos para alguns dos investigados.
A Operação “18 Minutos” recebeu esse nome devido ao curto intervalo — cerca de 18 minutos — entre decisões judiciais e o saque de valores relacionados aos processos investigados. A Polícia Federal apura um possível esquema que pode ter desviado milhões de reais por meio de alvarás judiciais suspeitos. �
Além dos desembargadores, juízes e outros envolvidos também são investigados, e vários magistrados foram afastados de suas funções por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). �
O caso segue em investigação e levanta questionamentos sobre transparência, controle de pagamentos no Judiciário e possíveis irregularidades na condução de processos no Maranhão.


Nenhum comentário
Postar um comentário